Não, o titulo do post de hoje é mesmo esse, não houve engano.
Uma das coisas que irei abordar repetidas vezes neste blogue será esse sentimento, considerado por muitos o mais nobre de que o ser humano é capaz, o Amor.
Sejamos desde já claros, desde há algum tempo que me vejo numa posição um tanto ou quanto paradoxal em que, se por um lado me vejo constantemente confrontado com as mais variadas razões para deixar de acreditar nele, há uma parte de mim, infelizmente cada vez mais abatida e cansada, que se agarra teimosamente à noção de que existe, está bem e recomenda-se.
Outra coisa em quero ser claro é que este paradoxo, para mim, existe apenas, ou pelo menos, em grande parte das vezes, no que diz respeito ao amor romântico. Os outros tipos de amor, pela família, pelos amigos, por este ou aquele tópico que nos cativa e vários outros tipos que agora não me ocorrem, nesses acredito piamente.
Mas o Amor, com "A" grande, a engrenagem que inconscientemente nos guia, muitas vezes contra nossa vontade, é ele próprio, em si mesmo um conjunto de paradoxos. Pois se é certo que nos leva às maiores loucuras também nos dá momentos de grande lucidez. Se é certo que nos conduz aos maiores prazeres, também nos pode causar muita dor. Se nos dá as maiores alegrias, também nos provoca os maiores desgostos. Parece incapaz de algo absoluto sem ter a constante ameaça de um contraponto a pairar sobre quem o sente.
Este post é apenas uma introdução para aquilo que antevejo venha a ser um dos tópico que mais vou abordar neste blog. É estranho que, para alguém que quase já deixou de acreditar, tenho muito para dizer. Sobre o Amor, sobre a falta dele, sobre as minhas tentativas frustradas de dar uma coerência lógica a algo que ainda ninguém conseguiu definir. Assim como a própria vida, ou o conceito que temos dela, ainda não foi definida, talvez ambos sejam uma e a mesma coisa.
Deixo-vos, por agora, com uma frase de Stephen Stills:
"Se você não pode estar com aquele você ama, ame aquele que está com você."
Em breve voltarei a este tópico. Até lá, fiquem bem e até breve. :)
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