quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Em 12 Dias Muito Se Passou.

O dia de folga que dei ao blog transformou-se em 12. Metáfora perfeita para a minha vida, em que os dias se sucedem sem dar conta, acontecimentos que penso serem da semana passada já são de há um mês, os do mês passado já foram à vários.
Começou 2011 mas, como disse nos posts anteriores, pouco ou nada mudou, naquilo que é essencial e importante. Mas nas pequenas miudezas que enchem o dia a dia, mudou muita coisa.
Carlos Castro, o rei (alguns dirão rainha) da imprensa cor-de-rosa e criador do cargo, hoje muito em voga, de "cronista social" (cusco), foi morto em Nova Iorque pelo modelo Renato Seabra num homicídio de contornos sangrentos e macabros. Consequência directa: para além da palhaçada que têm sido as campanhas para as eleições para Presidente desta nossa republica e que se destaca pelo autêntico pântano de insultos e contra-insultos em que se tornou, os tele-jornais tornaram-se em crónicas do crime. Pergunto eu, para além do primeiro ou segundo dia, em que qualquer crime desta natureza seria de facto noticia, não era já altura de tirar isto do lugar de destaque?
O que mais me choca nesta sobre-mediatização do caso é que Carlos Castro só era importante para as legiões de comadres que gastam dinheiro em revistas de futrico para ler as suas "crónicas" de mal-dizer. Não descobriu a cura para a SIDA ou para o cancro, não escreveu best-sellers nem ganhou oscares como actor ou realizador. A esses, mesmo morrendo em situação similar, fica votada uma nota de rodapé. Mas num pais em que a cusquiçe é passatempo nacional este senhor merece honras de primeira página durante vários dias.

Temos também Alberto João Jardim. Parece que teve um episódio cardíaco mas, como politico que é, não cumpriu o prometido e mandou os que já festejavam a libertação da Madeira do jugo deste senhor para o car@#%o.

Bem, por hoje já chega senão passo mais 12 dias sem nada para escrever. LOL

Fiquem bem e até breve. :)

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